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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
No Meio da Estrada
:: Havia algo estranho. Todos dentro do ônibus podiam sentir isso. Eles haviam saído de Belém no final da noite, em direção a São Luiz. A estrada era perigosa, todos sabiam disso. Havia perigo de acidentes, assaltos... mas não era tudo. Havia algo de sobrenatural e temeroso no ar. Como se algo estivesse para acontecer... Uma criança começou a chorar. A mãe colocou a cabeça da menina no peito e afagou-lhe os cabelos, tentando confortá-la. Lá na frente, perto do motorista, uma velhinha rezava, segurando um terço. O motorista suava e, de quando em quando, levava a mão à cabeça, como se houvesse algo ali que o incomodasse. Súbito apareceu algo no meio da estrada. Parecia um carro policial. Dois homens sinalizavam para que o ônibus parasse. O motorista se lembrou que era comum os assaltantes se disfarçarem de policiais... isso quando não eram os próprios policiais que praticavam os assaltos. - Não pare para eles! – gritou um homem, entre lágrimas. São ladrões! - Vão matar todos nós. – choramingou uma mulher. Apesar dos protestos, o motorista parou. Os dois homens entraram, armas na mão. - Todos parados! – berrou um deles. Havia algo de estranho nos dois... como se fizessem parte de outra realidade. Seus corpos pareciam intangíveis. - São fantasmas, mamãe. São fantasmas! – gemeu a garotinha. Ele vieram para nos levar... - Os homens devem se levantar e colocar as mãos para cima.- ordenou o policial. Os homens, resignados, levantaram-se e deixaram-se revistar. Depois foi pedido que abrissem as sacolas. Os dois olharam tudo, depois saíram. - Boa viagem! – disse um deles ao motorista, mas ele não respondeu. Na verdade, o motorista nem mesmo pareceu prestar atenção neles. Ele simplesmente fechou a porta, sinalizou e saiu. Os dois ficaram lá, parados no meio do mato, observando o veículo se afastar. Um deles encostou no carro e acendeu um cigarro. - Sabe, eu não entendo porque temos de ficar aqui, no meio desta estrada esquecida por Deus revistando ônibus... - Você não soube... do ônibus que foi assaltado? - Não, eu estava de férias... - Era um ônibus como este... – e apontou com o queixo o veículo que já sumia no horizonte. Eles pararam no meio do caminho para pegar um passageiro. Era um assaltante. Ele tentou parar o carro, mas o motorista se negou. Foi morto com um tiro na cabeça. O ônibus bateu, então, em um caminhão. Todo mundo morreu. - Sabe, agora que você falou, estou me lembrando de uma coisa estranha... o cabelo daquele motorista parecia manchado de sangue... - Você... você anotou a placa? – gaguejou o policial. - Claro. Está aqui. É OB 1326. O outro ficou lívido. - Era... era o ônibus do acidente!
Fim de Semana Macabro!
:: Lembro-me como fosse hoje:-Era um sábado,fazia um calor tremendo, estávamos numa casa de chácara do meu avo. Estávamos reunidos em família e fomos passar o final de semana lá.A casa era um triplex,gigantesco e pra minha infelicidade,de 8 quartos todos já estavam ocupados e eu tive que dividir o quarto que sobrou com meu primo.Todos falavam que meu primo era meio destrambelhado da cabeça, ele falava que via coisas, coisas inacreditáveis de se imaginar. Fiquei com muito medo de dividir o quarto com ele,então falei pra minha mãe que eu dormiria na sala.Quando chegou a noite, peguei a minha mala e a levei na sala, tirei de dentro dela um lençol e escolhi um dos sofás.O sofá que escolhi pra dormir ficava em frente a uma porta de vidro transparente, dava pra ver todas as estrelas do céu. A sala ficava do lado da cozinha.Todos foram dormir tarde passado de três horas da madrugada.Eu também fui dormir tarde,quando todos já haviam ido dormir, eu percebi que estava com sede,a principio senti preguiça de ir pegar um copo d'água,mas minha garganta estava muito seca.Acabei não agüentando e fui até a cozinha.Fui até o bebedouro e logo acima dele havia um armário com copos,peguei um copo e pus água, quando virei pra ir pra sala vi meu primo que estava bem atrás de mim, levei um susto,na verdade um mega susto e sem querer deixei o copo cair no chão.Meu primo me perguntou - Amanda,porque você não quis dormir no quarto junto comigo?!Só porque as pessoas falam que eu sou louco??Achei que você não acreditasse nisso!!-ele disse me olhando com um olhar esquisito.-Não,não tem nada haver!!É que eu não gosto de dividir quarto com ninguém!!Nada pessoal!-Respondi,ainda me recuperando do susto.-Saiba que é muito perigoso dormir aqui no andar de baixo,é mal-assombrado!!-Ele disse-me,com os olhos arregalados.Eu ri em pensamento,confirmando no meu cérebro que ele era louco,olhei para ele e disse boa noite,porém ele demorou pra responder,então fui pra sala com outro copo de água na mão,e ele foi junto,então sentei no sofá e ele foi pra escada e começou a subir por ela,fiquei acompanhando ele com os olhos em quanto ele subia,no terceiro degrau ele me olhou e disse:-Eu te avisei,mas você me ignorou,quem avisa amigo é!!-Então ele continuou subindo pela escada.Aquela escada era muito barulhenta,a cada passo ela fazia um barulho de porta velha quando abre.Terminei de beber a água e coloquei o copo na mesa de centro,deitei no sofá e fiquei olhando pro céu através da porta de vidro transparente,fiquei pensando no meu primo:-Esse cara é louco!!Aqui,mal assombrado?!Capaz!Não pode ser!!Ele é louco!!Ele vê coisas que não existem!!É imaginação dele! -Na verdade eu estava com medo,muito medo e estava tentando me acalmar.De repente vi uma sombra passando subitamente na frente da porta de vidro,pensei que era meu primo tentando me assustar,então gritei - Não tem graça Rafael!Eu sei que é você!!-Porém ninguém respondeu,então liguei a luz,que ficava acima do sofá que eu estava,mas não queria acender,eu pensei que ela queimou,também pensei que a sombra que eu vi era fruto da minha imaginação,pois eu tava morta de sono.Virei-me no sofá e tentei dormir,porém quando fechei os olhos meu copo que estava no centro da mesa caiu no chão,dei um grito e exclamei - Rafael,pelo amor de Deus,para seu sem graça!!Acabou a brincadeira!!-Porém ninguém respondeu novamente.Eu comecei a chorar,pois lembrei que não poderia ser o meu primo, pois se ele descesse da escada eu ouviria o assoalho dela fazendo um barulho de porta velha como sempre fazia,e eu o vi subindo a escada! Com toda certeza,não poderia ser ele!Então incrivelmente,minha garganta começou a ficar seca de novo,porém eu agora não estava com preguiça de levantar e ir até a cozinha e sim medo!Tentei engolir saliva, mas minha boca estava tão seca que era impossível engolir saliva,tentei acender a luz de novo, mas não acendia, então, vi de novo uma sombra passando em frente da porta de vidro, só que desta vez,passou mais lentamente,e eu percebi pela luz da lua que aquilo era um tipo de pessoa deformada, comecei a gritar,porém minha voz não saía, e a cada minuto eu vi mais e mais vultos,todos com formas deformadas.Eu estava tão apavorada que não conseguia gritar,tinha perdido a voz,só consegui chorar.Eu estava tremendo e chorando.Aquelas sombras só pararam quando começou a raiar o sol. Meu pai sempre acorda cedo, e mais ou menos umas 6:30 da manhã ele acordou e foi lá pro 1º andar (onde eu estava) e me viu chorando,ele perguntou o que tinha acontecido e porque o copo estava quebrado,porém eu não conseguia falar.Ele me deu um abraço e pergunto se eu tinha tido um pesadelo,e eu confirmei com a cabeça,mesmo sabendo que não era. Eu me senti mais segura com meu pai por perto,e fechei os olhos tentando dormir já que eu estava com muito sono,pois passei a noite inteira acordada.Até hoje eu não contei esse fato pra ninguém da minha família,pois tive medo que eles me achassem louca que nem meu primo, também nunca mais fui até aquela casa de chácara e nunca mais vi o meu primo louco,12 anos depois desse ocorrido,soube que ele se suicidou e sinto muito por não ter contado pra minha família que na verdade ele não era louco e que essas coisas realmente existem e que eu também vi.Eu ainda hoje me lembro com muita nitidez daquele dia e às vezes tenho sonhos e pesadelos e a impressão que vejo o vulto do meu primo me pedindo socorro.Aquele dia foi o pior da minha vida!
* Lenda enviada por: Amanda Hoffmann
17/1/2010 13:11:23
* Lenda enviada por: Amanda Hoffmann
17/1/2010 13:11:23
O CANAVIAL
No interior de Minas Gerais muitos "causos" misteriosos são contados .Um causo muito estranho aconteceu numa cidadezinha, cuja fonte de renda era a cultura de cana de açúcar. Das grandes fazendas aos sítios, a única coisa que se via eram grandes roças de cana.Numa dessas fazendas, que abrigavam colonos de toda parte do país, conta-se que um casal de nordestinos chegou e pediu emprego. Além do emprego, deram a eles um casebre, próximo a roça, para que morassem.O casebre era bem isolado dos demais, pelo fato de ser um dos mais antigos. Os outros colonos achavam o novo casal muito estranho, quase não conversavam e não participavam da missa de domingo.A mulher, que mais parecia um bicho do mato, estava grávida, mas mesmo assim todas as madrugadas ela ia para a roça cortar cana. Num dia muito quente, desses que parece que até o chão ferve, um incidente muito triste ocorreu. O marido da "Bicho do Mato"- como era conhecida aquela estranha mulher - fora picado por uma cobra e faleceu em poucas horas."Bicho do Mato" ficou mais transtornada e mais estranha ainda. Até as crianças tinham medo dela. Ela continuo cortando cana até o nascimento do filho.Quando o bebê nasceu, "Bicho do Mato" sumiu ... não cortava mais cana, não abria a porta do casebre para ninguém. As colônias diziam que ela estava de resguardo e como era muito orgulhosa, não aceitava ajuda de ninguém.Coincidentemente, na mesma época do seu "sumiço", escutava-se todas as noites, um bebê chorando no canavial. Os bóias frias ficaram encucados com aquele choro e um dia resolveram procurar ... Eles andavam, andavam e nada de encontrar o bebê. Quando se aproximaram do casebre, notaram que o choro ficou mais forte, parecendo que vinha de baixo da terra. No dia seguinte voltaram e arrancaram o pé de cana. Para espanto de todos, encontraram o corpo de um bebê já em estado de decomposição. O dono da fazenda chamou a polícia e eles invadiram o casebre. Encontraram "Bicho do Mato" encolhida no canto do casebre como uma louca. O fogão de lenha estava manchado de sangue.Descobriu-se depois que ela matou seu próprio filho, socando sua cabeça na beira do fogão e depois o enterrou no canavial.A mulher foi levada para um sanatório e o bebê foi enterrado numa cova digna, no cemitério da fazenda, onde o padre rezou uma missa pedindo por sua alma.Depois disso, nunca mais ninguém ouviu o choro do bebê...
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